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Vindos
de São Vicente ou da Ilha Grande aqui chegam
os primeiros povoadores, no final do século
XVI.
A primeira citação do nome Paraty,
somente vai aparecer em 1596, quando por aqui passou
a expedição de Martin Corrêa
de Sá que, vinda do Rio de Janeiro, daqui
partiu com mais de 2700 homens entre índios
e soldados para a Região do Vale do Paraíba
buscando aprisionar índios para escravizá-los.
O certo é que a partir de então este
lugar passa a ser um ponto de entrada e passagem
obrigatória para os que buscavam o sertão,
subindo o caminho da Serra.
Vindos do Rio de Janeiro, em barcos, daqui subiam
a Serra até atingir São Paulo e o
interior e por aqui entravam as mercadorias vindas
da Europa.
Da antiga situação, sobre o Morro
do Forte, mudou-se o povoado para a várzea
entre os rios Paraty-Guaçu e Patitiba, parte
de uma sesmaria de Maria Jácome de Melo e
por ela doada para a construção do
novo povoado.
Junto ao rio Paraty-Guaçu construiu-se uma
pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Remédios,
atendendo à uma exigência da doadora.
Em Carta Régia de 28 de fevereiro de 1667,
Dom Afonso VI reconheceu a nova vila com o nome
de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de
Paraty. |
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Estes
acontecimentos aceleraram o desenvolvimento comercial, o
plantio de cana-de-açúcar e fabricação
de aguardente e açúcar.
A descoberta de ouro no interior das Minas Gerais, no final
do século XVII transformou a Vila de Paraty na porta
de entrada para os que, dos milhares, buscavam enriquecer
no “eldorado” brasileiro.
Seu porto passa a ser então o porto de embarque do
ouro e pedras preciosas para a cidade do Rio de Janeiro,
de onde seguia para Lisboa.
O plantio do café no início do século
XIX trouxe grandes modificações aos engenhos.
Diante do alto preço desse produto, muitos abandonaram
a produção de aguardente e passaram a cultivar
café.
Em 1813, por decreto de 17 de dezembro, foi a Vila enobrecida
com o título de condado, sendo seu primeiro titular
Dom Miguel Antonio de Noronha Abranches Castelo Branco.
A lei Provincial no. 302, de 12/03/1844 elevou a vila à
categoria cidade, com o nome de Paraty.
No final do século a construção da
estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a São Paulo
através do Vale do Paraíba levou para aquela
região a rota do comércio, isolando Paraty
e fazendo cessar o movimento do Porto.
Em 1945 o sítio histórico de Paraty foi considerado
Monumento Estadual pelo decreto de lei no. 1450, numa visão
futurista do então interventor Ernani do Amaral Peixoto,
descendente de raízes paratienses.
A década de 50 veio modificar substancialmente a
vida de Paraty com a construção de uma estrada
de rodagem ligando Paraty à cidade de Cunha, no estado
de São Paulo.
A viagem de barco, em dias alternados, para as cidades de
Angra dos Reis e Mangaratiba, o único meio de transporte
que ligava a cidade ao resto do país continuou a
existir.
No dia 13 de fevereiro de 1958, o Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional inscreveu o
Centro Histórico de Paraty no livro do Tombo Arqueológico,
Etnográfico e Paisagístico, ditando leis e
normas para a preservação da arquitetura e
do paisagismo da cidade.
Finalmente, em 24 de março de 1966, pelo decreto
no. 58077 foi todo o município de Paraty convertido
em Monumento Nacional. |
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A
construção da estrada Rio-Santos, Br-101,
iniciada em 1970 e aberta ao tráfego em 1976,
consolidou a vocação turística
de Paraty no momento em que a tornou mais acessível.
Paraty deixou de ser um lugar de veraneio e transformou-se
em opção de turismo o ano inteiro.
Toda essa movimentação fez com que novos
instrumentos de preservação fossem criados,
desta vez visando proteger o meio ambiente.
Por esses motivos foram criados o Parque Nacional
da Serra da Bocaina em 1972, que abrange a maior parte
do município, as áreas de proteção
ambiental do Cairoçu e Tamoios e a Reserva
Ecológica da joatinga.
Na cidade novos serviços foram implantados
como agências e guias de turismo, o passeio
de barco passou a ser feito por embarcações
especiais, os saveiros e lanchas, mais confortáveis
e rápidas.
Na década de 90 instalaram-se junto a cidade,
as operadoras de mergulho que ensinam mergulho e fazem
expedições de exploração
marítima.
O nome Paraty, segundo Teodoro Sampaio, ilustre geógrafo
e historiador brasileiro, em “O Tupi na Geografia
Nacional”, significa: jazida do mar, o golfo,
lagamar e informa ainda: não confundir com
pirati: peixe da família das tainhas, muito
comum na região.
Então seja Bem Vindo... Viva a história,
sinta a natureza, apaixone-se por Paraty. |

Desenvolvimento: PWI |
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